Olá Galera!
Bom, ao longo das postagens abaixo vocês verão uma série de obras comentadas, por nós alunos. O assunto abordado é o Modernismo no Brasil, mas especificamente alguns escritores da 1ª geração do Modernismo, nesse post falaremos das obras de Oswald de Andrade, se você não o conhece, recomendamos que faça um pesquisa na internet sobre ele, mas de imediato é necessário que você saiba, que mesmo ele sendo da burguesia, defendia a valorização de nossas origens, de nosso passado histórico cultural, mas sempre de forma crítica, irônica. Sendo assim, vamos ao que interessa, "saboreie" um pouco da nossa literatura.
Pronominais
Dê-me um cigarro
Diz a gramática
Do professor e do aluno
E do mulato sabido
Mas o bom negro e o bom branco
Da Nação Brasileira
Dizem todos os dias
Deixa disso camarada
Me dá um cigarro
COMENTÁRIO
O poema Pronominais de Oswald de Andrade não só valoriza o português falado pelo povo brasileiro, como também põe em questão se existe o falar errado. Na verdade o que a gramática diz não é usado no cotidiano pelos brasileiros sejam eles brancos negros ou mulatos, mas isso não quer dizer que a gramática está errada e precisa ser mudada ou que o povo é ignorante, e sim que “a língua é viva”, ela se transforma, carrega toda a história e cultura de uma nação e provavelmente o Português de hoje não será o mesmo dos próximos cem anos.
(Bruna,Blenda,Camila e Wesley)
Canção de Regresso à Pátria
Minha terra tem palmares
Onde gorjeia o mar
Os passarinhos daqui
Não cantam como os de lá
Minha terra tem mais rosas
E quase que mais amores
Minha terra tem mais ouro
Minha terra tem mais terra
Ouro terra amor e rosas
Eu quero tudo de lá
Não permita Deus que eu morra
Sem que eu volte para lá
Não permita Deus que eu morra
Sem que eu volte para São Paulo
Sem que eu veja a rua 15
E o progresso de São Paulo
COMENTÁRIO
Sendo esta a primeira paródia modernista da Canção do Exílio de Gonçalves Dias, poeta romântico, trata-se de um hino à nacionalidade. Há, também, uma referência clara, ao progresso de São Paulo que se opõe à valorização da natureza presente no poema original. Oswald relativiza o juízo de valor, a idéia da superioridade de nossa fauna e de nossa flora em relação à Europa, além de inverter os sentidos do poema original através da sátira.
(Gabriela e Kamila)
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Um comentário:
Olá, pessoal! Estou apresentando o blog p/ a Prof. Elineide. Continuem trabalhando assim. Beijos, Catia
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